terça-feira, dezembro 25, 2012

719 - Natal 2012

Um Natal diferente e ecológico.
Um Santo dia de Paz!

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sexta-feira, dezembro 23, 2011

624 - Natal...

NATAL DOS MENDIGOS
(ou Natal dos Simples)

Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras

Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas

Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdido
Foi-se embora o vento norte

Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra

Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza

Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta loujura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à `ventura

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Para os meus @migos da Aldeia

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"Vira o vento e vira a sorte.
Talvez num futuro próximo
Se houver inteligência
Vá embora a ingerência"

Para todos, um Natal de Paz.

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sexta-feira, dezembro 31, 2010

Ainda o Natal...

Há dias, numa fila bastante grande dos correios, tive oportunidade de folhear um dos muitos livros à venda na estação (já repararam que nos CTT se vende quase tudo...menos selos?).
Escolhi o último livro de Isabel Stilwell - QUEM TEM MEDO DO LOBO MAU ? -  e abri ao acaso. Uma crónica sobre o Natal. Gostei. Em casa procurei no site do Destak e encontrei-a. Data de 14.12.2007.
Aqui vai ela. Para fechar o ano de 2010.

PARA AQUELES QUE ODEIAM O NATAL

É suposto andarmos aos saltinhos pelas ruas, a cantar cânticos de Natal, espalhando alegria e caramelos pelas crianças, à procura dos presentes mais originais e personalizados, fazendo embrulhos cheios de laços complicados e abraçando todos os estranhos que encontramos pelo caminho.
O politicamente correcto tem destas coisas, e as generalizações não lhe ficam atrás. Para muitas pessoas o Natal é mesmo uma época de festa e boa disposição, em que se corta com a rotina e se repetem rituais que dão imenso sentido à sua existência. São aqueles, dizem os psicólogos, que tiveram uma infância feliz e experiências suficientemente gratificantes, para as desejarem não só repetir como passar à geração seguinte, a filhos e depois a netos. Em cada gesto há uma história, desde o musgo, que foi sempre apanhado em família, até à massa das filhoses, que se preparou ancestralmente daquela maneira.

Mas depois há os outros, e as estatisticas dizem que são muitos, que se sentem francamente deprimidos perante esta agitação colectiva. Em lugar de se sentirem felizes, sentem-se tristes, em vez de estarem a pulsar de energia, só têm vontade de ficar na cama sob o edredão, e deixar esta " quadra " passar, e o mais depressa possível. O Natal confronta-os com a família ideal, com um pai e uma mãe felizes com o seu filho perfeito, acolhido pelos anjos, visitado pelos pastores, a criança centro de todas as atenções, que provavelmente nunca tiveram a oportunidade de ser. Podem ter memórias tristes destes dias, em que a crise lá em casa estalava invariavelmente, em que sentiam atirados por um pai contra uma mãe, ou em que pura e simplesmente assistiam de longe ao Natal convencional dos outros, enquanto eles permaneciam ausentes, no sentido literal ou figurado. Mas também é possivel que lamentem o que perderam, porque era tão bom e nunca mais foi como a memória idealizada que construiram.. Ou, tão ou mais duro ainda, perderam entretanto as figuras do seu " presépio " pessoal, e não encontraram nas voltas que deram pelo mundo ninguém que fizesse as suas vezes.

O pior é que aqueles que odeiam o Natal, e se sentem mais em baixo nesta época, são olhados como desmancha-prazeres. A tristeza e a depressão são doenças altamente contagiosas, e é quase um instinto de defesa que o resto do clã - profissional ou familiar - marginalize aqueles que, não conseguindo entrar na festa, lhes lembram todas as angústias que tanto se esforçam por esquecer. Sozinhos e isolados, com a sensação de que sofrem de um mal só seu, porque todos os outros parecem tão contentes, não podem mesmo deixar de detestar tudo e todos que transportam aquela alegria que se lhes torna dolorosamente insuportável.

O final do ano, mesmo aqui ao lado, também não ajuda, sobretudo se por temperamento se gosta de fazer balanços. Devo ficar ou ir embora? O que é que consegui no ano que passou que se visse? Quando é que vou sair desta mediocridade, acabar esta relação, mudar de emprego, ter a coragem de começar tudo de novo? As perguntas são tantas como as pessoas, mas pôr tudo em causa pode ser carga a mais para a nossa carroça.

Então, e o que fazer? Para já, para já, aconselham os especialistas, aceitar o que sente. Não lhe apetece este ano brincar ao Natal, então não brinque - procure um Natal alternativo, parta para as Bahamas, onde as palmeiras e o sol lhe trazem menos memórias. Se é mesmo só esta data que o deprime, aceite que se calhar não há muita volta a dar, mas se o que acontece é que sente deprimido há muito tempo, e este é apenas o pico do seu mal-estar, então encha-se de coragem e procure ajuda. Um psicoterapeuta pode ajudá-lo a identificar essas feridas no passado - ou no presente - que lhe tornam impossivel andar com a vida para a frente. Ofereça a si mesmo essa terapia como presente de Natal. Pode ser o primeiro passo para uma segunda oportunidade...

Isabel Stilwell


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quarta-feira, dezembro 08, 2010

Iluminações e a Sopa política


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