quarta-feira, março 16, 2011

514 - 16 de Março


"Na madrugada de 16 de Março de 1974, um grupo de oficiais do Regimento de Infantaria 5, das Caldas da Rainha, prendeu o comandante e fez sair uma coluna de 13 viaturas, com uma centena de soldados, que marchou sobre Lisboa, sob o comando do capitão Piedade Faria. Já às portas da capital, a coluna recebeu ordens para regressar, pois a chefia do movimento tivera informações de que o governo de Marcelo Caetano reunira forças mais poderosas para o defender. Os revoltosos regressaram ao quartel das Caldas, que foi cercado. Após várias horas de negociações, os sublevados renderam-se e o regime divulgou uma nota oficiosa com um título tranquilizador:«Reina a ordem em todo o país». Como a censura proibiu os comentários ao golpe, o jornalista Eugénio Alves recorreu a um truque para se referir aos acontecimentos no vespertino  República, aproveitando o jogo Sporting-F.C.Porto (2-0), disputado no dia 17 em Alvalade:«Os muitos nortenhos que no fim-de-semana avançaram sobre Lisboa, sonhando com a vitória, acabaram por se retirar, desiludidos com a derrota. O adversário da capital, mais bem apetrechado (sobretudo bem informado da sua estratégia), fez abortar os intentos dos homens do Norte. Mas parafraseando um astuto comandante, perdeu-se uma batalha mas não se perdeu a guerra.»
O golpe das Caldas foi desencadeado pela demissão, na véspera, dos dois generais mais prestigiados do exército - Spínola e Costa Gomes -, por se terem recusado a participar na manifestação de vassalagem dos altos comandos militares ao chefe do governo, que ficou conhecida como a «brigada do reumático». O «16 de Março», que teve como protagonistas principais os majores Manuel Monje (hoje general e governador civil de Beja) e Casanova Ferreira, foi o ensaio geral para o golpe de 25 de Abril, um mês depois, que derrubou o regime e abriu caminho à instauração da democracia" T; J.F.

Notícias Magazine de 12 de Março de 2011-Revista do Diário de Notícias

Faz agora 37 anos. Numa manhã de Sábado, algo ensombrado, fiz o meu baptismo de voo. Numa companhia já inexistente, a Pan American. Rumo a Barcelona em voo directo. Em Lisboa tudo normal. Em Barcelona um tempo bastante quente, natural naquela região. Fui a uma Feira de Embalagens com dois dias livres para passeio.
Domingo de manhã, na rua, ao olhar para os jornais, que se amontoavam nos quiosques, a Noticia que me atordoou. Golpe de Estado em Portugal. Levantamento a partir das Caldas, que não resultou naquele dia mas que foi o ensaio para o mês seguinte. Abril 25. E a partir daí a Liberdade.
No regresso, num voo da TAP, sabendo da sanha persecutória de uns senhores da DGS, não tive coragem de trazer para o controle, os jornais que comprara em Barcelona. E os de cá, como devem calcular, tinham demasiado" lápis azul ".
Obrigado aos bravos que ensaiaram aquele levantamento.

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2 Comentários:

Às quarta-feira, 16 março, 2011 , Blogger bettips disse...

LEMBRAR
e fazer lembrar
SEMPRE
Abçs

 
Às quinta-feira, 17 março, 2011 , Blogger Justine disse...

Portugal a acordar, nessa altura.
Agora, está mais que na hora de re-acordar!!
É preciso não esquecer, Viajante:))

 

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