Amor Total (Teresa e António)
Foto internet " Olhares "
Este texto foi publicado em 29.06.2005 em " Travessa Larga ". Penso que neste momento, a quatro dias de um referendo que confunde mais do que esclarece, (uma coisa é a prática da IVG, outra a absurda condenação de mulheres - e os homens ? ) faz todo o sentido, pelo menos para mim, voltar a publicá-lo.
Conhecemos a Teresa e o António há muitos anos. Há muito que não contactamos, mas temos notícias deles. Numa altura em que tanto se fala da IVG, conto-vos a história deste casal.
Conhecemos a Teresa e o António há muitos anos. Há muito que não contactamos, mas temos notícias deles. Numa altura em que tanto se fala da IVG, conto-vos a história deste casal.
A Teresa teve onze fihos, todos rapazes. Podia formar uma equipe de futebol mas não havia ninguém para o banco.
Um dos filhos do casal, o João ( não me recordo se terceiro ou quarto ) nasceu mongoloide. (há outro nome, que confesso, não me lembro). Nasceram mais e o último também nasceu como o João.
Acreditem ou não, a Felicidade imensa daquela família sempre unida, com todas as dificuldades que se calculam, era contagiante.
Um dia o João, não devido à sua doença mas por acidente, faleceu. Não houve revolta, apenas choro. Não houve dúvidas. Apenas a certeza de que tinham feito tudo certo. Que o Amor que tinham dedicado aos filhos, o Amor que estes tinham dedicado aos irmãos, tinha valido a pena.
Um dos filhos do casal, o João ( não me recordo se terceiro ou quarto ) nasceu mongoloide. (há outro nome, que confesso, não me lembro). Nasceram mais e o último também nasceu como o João.
Acreditem ou não, a Felicidade imensa daquela família sempre unida, com todas as dificuldades que se calculam, era contagiante.
Um dia o João, não devido à sua doença mas por acidente, faleceu. Não houve revolta, apenas choro. Não houve dúvidas. Apenas a certeza de que tinham feito tudo certo. Que o Amor que tinham dedicado aos filhos, o Amor que estes tinham dedicado aos irmãos, tinha valido a pena.
3 Comentários:
Comovi-me a ler. Um beijo.
Há quem escolha ter onze filhos e seja feliz. A opção é sempre de cada um. É uma questão de consciência. Ninguém obriga ninguém. Pelo menos é assim q interpreto o SIM. Ninguém vai obrigar ninguém, ao contrário do q se passa hoje com a actual lei.
Beijinhos.
Penso que uma mulher não faz um aborto porque lhe apetece, mas alguma dificuldade que esteja a passar nesse momento em que decida abortar. Eu obviamente sou pelo SIM.
beijos
Ana Patudos
Enviar um comentário
Subscrever Enviar feedback [Atom]
<< Página inicial