sábado, novembro 25, 2006

Nevoeiro


NEVOEIRO

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer-
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer,
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...



É a hora!


Mensagem - Fernando Pessoa - Assírio & Alvim

9 Comentários:

Às sábado, 25 novembro, 2006 , Blogger Ana Fundo disse...

Espectaculo!!!

 
Às sábado, 25 novembro, 2006 , Blogger bettips disse...

É muito bom rever Bragança, já não vou lá que anos! Quanto a hoje...é estranho que seja tão actual...um país repetido. Abç

 
Às sábado, 25 novembro, 2006 , Blogger Ana Patudos disse...

O nevoeiro, parece que desapareceu dando lugar á chuva. Vai daí ... tirei uma foto á chuva.
bjo
Ana Paula

 
Às domingo, 26 novembro, 2006 , Blogger dulce disse...

"Tudo é disperso. Nada é inteiro".
O nevoeiro acentua essa ideia.
Beijos

 
Às domingo, 26 novembro, 2006 , Blogger Leticia Gabian disse...

Mesmo o nevoeiro, passa.
Um beijo grande, Zé.

 
Às domingo, 26 novembro, 2006 , Blogger aldina disse...

Mão há nevoeiro acolhedor como o de Sintra, apetece perdermo-nos nele...!

Até sempre

 
Às segunda-feira, 27 novembro, 2006 , Blogger greentea disse...

Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó CHINA, hoje és nevoeiro...

Calamidades mundanas !!! a que é preciso pôr fim!

Um beijo

 
Às segunda-feira, 27 novembro, 2006 , Blogger greentea disse...

a música é lindissima ...fiquei a ouvir!

 
Às segunda-feira, 27 novembro, 2006 , Blogger Paula Raposo disse...

Bonita fotografia! Beijos.

 

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